“Sampling the Sense of Place in Baile Funk Music (2015)” [Sampleando o Senso de Lugar nas Músicas de Bailes Funk] por Sandra D’Angelo | Capítulo de Livro
Resumo: “O baile funk é a primeira manifestação da música eletrônica de dança brasileira (Palombini 2010: 103; Sá 2007) a emergir das favelas do Rio de Janeiro no final da década de 1980. Em termos de seu impacto cultural, esse gênero oferece um forte senso de lugar: um lugar pictórico de arte e sonhos, um lugar significativo de ação e, finalmente, um lugar utópico para milhares de jovens socialmente excluídos que vivem em condições adversas nas favelas brasileiras. A dimensão utópica do baile funk é articulada por meio de suas nuances musicais multi-facetadas, incluindo o proibidão, considerado uma forma de celebrar poderes proibidos ou o romântico, que exalta um mundo utópico de romantismo e, mais recentemente, o utópico é representado no funk ostentação. Abordo o fenômeno do baile funk como uma manifestação de uma “perda do real” pós-moderna, na medida em que sua narrativa pode ser lida como uma forma de se desconectar da condição real da favela. Por meio do processo de realocação transnacional da música, o gênero também pode ser visto como uma junção pós-colonial na forma como o baile funk “escreve de volta” (para usar o conceito de Ashcroft) para a Europa e os EUA para afirmar seu próprio senso de lugar e para reivindicar “o direito [como produto cultural] de representar [a si mesmo] por meio da justaposição de inscrições coloniais” (Fiedler 2007: 275).”
Esse capítulo de livro está disponível, em inglês, no livro “Relocating Popular Music”, publicado pela Springer.
Foto: Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos RJ (CC-BY-NC-SA 2.0)
ANO
2015
AUTORES
Sandra D'Angelo
EDITORES
Springer