Um passeio “sentiente” pela Holanda do século XVII

Existem diversas maneiras de realizar um passeio por uma cidade. Dependendo do gosto pessoal, um ou outro sentido pode ser priorizado nessa caminhada. Como seria a experiência olfativa durante um passeio pela Holanda do século XVII?

Essa é a proposta da exposição “Smell the Art: Fleeting Scents in Color” na Mauritshuis Picture Gallery. A exposição explora como o olfato aprimora outros sentidos na descoberta de uma cidade, o que é consistente com a pesquisa do holandês Justus Verhagen, um professor de neurociência da Universidade de Yale.

Em entrevista ao ArtNet News, Verhagen explica que o “fenômeno proustiano” é verdadeiro, afinal os odores evocam memórias nostálgicas e autobiográficas. Para o pesquisador, “o sentido do olfato está fortemente entrelaçado com o sistema límbico evolutivamente antigo do cérebro por ter acesso direto a estruturas como a amígdala, o complexo do hipocampo e o córtex. Eles estão fortemente envolvidos em emoções e memórias”.

A proposta da exposição desenvolvida em colaboração com a International Flavors & Fragrances, é de enviar uma box com aromas do tempo, para que o tour pela Holanda do século XVII seja uma experiência inovadora e multissensorial.

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