Pneus na arte, a arte em pneus

“Cada homem é um artista”, diria Beuyes (2010). Nessa ideia de dessacralização do estatuto (do criador) da obra de arte e consequente abertura do campo à participação de qualquer indivíduo, há uma imensidão de propostas. Uma delas, por exemplo, foi pensada e elaborada em Tussen Kunst & Quarantaine: criatividade em tempos de pandemia na Galeria da Passeio (Pires & Pinto-Coelho, 2021).

Na última semana, em artigo no The New York Times, foi dado a conhecer a obra da artista norte-americana Chakaia Booker, cujo meio para suas obras são essencialmente pneus. Seguindo um princípio que se aproxima de uma “estética da acumulação”, a artista revela que a arte está em sua jornada e que sempre trabalhou com materiais que fazem parte do quotidiano e da vida urbana.

Seu trabalho com pneus que pode ser caracterizado pelo recurso à assemblage e à performance gerou muitas linhas de interpretação relacionadas com o declínio industrial norte-americano, a ecologia do resgate e os legados materiais do trabalho negro.

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