O saber-fazer da calçada portuguesa como património

A proposta de inscrição de “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa”, no Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial foi apresentada em março de 2021, pela Câmara Municipal de Lisboa e Associação da Calçada Portuguesa e aprovada em 22 de julho pela Direção Geral do Património Cultural (Lusa, 22 de julho de 2021)

A diminuição de mestres calceteiros, a falta de manutenção e a má construção, a forte concorrência de outra categoria de pavimentos e o declínio das indústrias extrativa e de transformação da pedra foram as principais ameaças identificadas.

Na ficha de património imaterial segue a contextualização de que a arte de calcetar é milenar, apesar da técnica remontar à primeira metade do século XIX, em Lisboa, onde se desenvolveu e ganhou expressão em quantidade e qualidade extraordinárias, expandindo-se por todo o país e por vários continentes, como um traço indiscutivelmente marcante da urbanidade.

Ao lado, algumas fotografias de exemplares realizada por Zara Pinto-Coelho (co-coordenadora da Passeio).