Memoriais à pandemia

Como devemos homenagear aqueles que morreram de Covid-19? Alguns artistas e arquitetos estão começando a encontrar respostas.

Mostrando-se numa multiplicidade de formas arquiteturais e espaciais, as cidades organizam a vida social que todos nós experienciamos quotidianamente. Foi nesse sentido que na pequena cidade italiana de Codogno, ao sul do Milão, foi inaugurado um memorial aos mortos pelo Covid-19. Na obra, lêem-se as palavras “Resilienza” (Resiliência), “Comunità” (Comunidade) e “Ripartenza” (Reiniciar).

A iniciativa repete-se noutras cidades, nomeadamente Casalpusterlengo (Itália) e brevemente em Barnsley (Grã-Bretanha).

Em A cidade em todas as formas (2018), Fábio La Rocca defende que a arquitetura (e a arte em espaço público) forma uma narrativa da sociedade através de sua estrutura polissêmica: “Ela funciona, de fato, como um medium ao realizar o transporte dos sentimentos e ao espacializar o imaginário. Como medium, a arquitetura cria o olhar ao permitir a tomada de consciência do mundo, e, por conseguinte, a execução de uma abordagem fenomenológica das questões no cerne do quotidiano vivido” (La Rocca, 2018, p. 34).

Mais detalhes e comentários sobre a iniciativa estão disponíveis num artigo do The New York Times, disponível aqui.