As “caçadoras” de azulejos que só os querem ver nas fachadas — e agora numa exposição

“Azulejo” é a mesma palavra nas línguas de Marisa e Alba. Só a muda, quase de forma inaudível, o ligeiro sotaque portuense da primeira e a pronúncia madrilena da segunda quando as ouvimos explicar o processo de pintura manual de um azulejo a uma mesa cheia de turistas.

Há quase três anos que a produtora cultural portuguesa e a designer gráfica espanhola andam a fazer um levantamento dos azulejos de fachada do Porto. Máquina fotográfica ao ombro, calcorreiam as ruas da cidade numa tentativa de preservarem, pelo menos, os padrões, mesmo que os materiais venham a ser destruídos. Tiram uma fotografia à parede e ao azulejo individual, apontam o nome da rua, o número da porta, as cores, o tamanho, e, caso consigam identificar, ainda a fábrica onde foram produzidos e as técnicas de pintura: esponja, livre, estampilhas (stencils), impressão. | Texto completo