A cidade soa (ou silencia?)

Ao longo do texto “A cidade soa” de Helena Pires e Eduardo Bueso, publicado no Passeário, os autores defendem a cidade como uma paisagem sonora única. “Uma paisagem feita de múltiplos campos sonoros (Fortuna, 1998), timbres, acústicas” (Pires & Bueso, 2020, §1).

Quando se pensa numa cidade como Nova Iorque, imagina-se, inevitavelmente, não só a vibração própria daquela que é há muito reconhecida como a cidade que nunca dorme, mas também o calendário cultural que ela oferece, as oportunidades que pode — ou não — esconder em cada esquina.

Num ano atípico como 2020, a pandemia covid-19 afetou tudo e todos: das esferas artísticas e culturais, passando pelas alterações quotidianas e modos de lidar com o espaço público.

Terá a situação de pandemia silenciado a cidade? Em reportagem ao Público, a jornalista Ana Duarte Carmo defende que a cidade nova-iorquina está adormecida. Ou será que 2020 recriou novas paisagens sonoras e diferentes possibilidades acústicas citadinas?

Para refletir sobre as sonoridades citadinas, é possível ler mais aqui e aqui.